Autoria do Feminino


Lembrando Spinoza

De certa forma, queremos que algo mude de um momento para o outro. Destarte nosso desejo, tudo em que estamos envolvidos precisa ser ajustado gradativamente, até que se complete talvez um ciclo, talvez uma obra. O tempo investido em algo que nos faz crescer e amadurecer parece, quase sempre, escoar como areia pelo vão dos dedos, mas como areia, não como água, o que nos dá uma certa vantagem: podemos comprimir os dedos.

Spinoza admitiu que “todas as coisas nobres são tão difíceis quanto raras”.

Todo comportamento humano resulta de desejo ou a percepção de dor. Mas Spinoza assinalou uma distinção crucial entre dois tipos de casos: Às vezes somos completamente descuidados das causas que estão ocultas e somos simplesmente subjugados pela força de nossas paixões momentâneas. Mas em outros momentos temos conhecimento dos motivos que nos movem e podemos participar como que de uma ação deliberada porque reconhecemos nosso lugar dentro do esquema principal de realidade como um todo.

Podemos participar, e isso supõe fazer escolhas, tomar decisões, assumir nosso lugar. Isso dá trabalho ... mas nos torna livres.

Para Spinoza, liberdade é autodeterminação, então quando adquirimos o conhecimento adequado das emoções e desejos que são as causas internas de todas as nossas ações, quando entendemos por que fazemos o que fazemos, então nos tornamos verdadeiramente livres.



Escrito por 100 noção do perigo às 20h18
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sonhos ...

Sonhos guaranis

é uma daquelas músicas que me tiram do chão. Simplesmente adoro, até as piores versões. Mesmo com os mais sofridos arranjos e mais desafinadas interpretações.

Por que? A letra é bela, e a música tem aquela sonoridade de fronteira à qual me habituei, e aprendi a gostar.

Sonhos guaranis (Paulo Simões)

Mato Grosso encerra em sua própria terra Sonhos guaranis
Por campos e serras a história enterra uma só raiz
Que aflora nas emoções E o tempo faz cicatriz
Em mil canções Lembrando o que não se diz

Mato Grosso espera esquecer quisera O som dos fuzis
Se não fosse a guerra Quem sabe hoje era um outro país
Amante das tradições de que me fiz aprendiz
Em mil paixões sabendo morrer feliz

E cego é o coração que trai Aquela voz primeira que de dentro sai
E as vezes me deixa assim ao Revelar que eu vim da fronteira onde
O Brasil foi Paraguai



Escrito por 100 noção do perigo às 22h07
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Hoje é 21 e eu não quero dormir

Hoje é 21 e eu não quero dormir, para não sonhar. Navego, remonto, reconto.

" O vocábulo texto, etimologicamente, contém a ântiga técnica feminina de tecer. E talvez o fato desse tricô de verbos e nomes, através do qual tentamos reter o sentido, ser designado por um termo quase têxtil não seja uma coincidência. A humanidade, espécie falante, é também a raça que se veste. A roupa pacientemente tecida nos contém, nos delimita, forma uma interface colorida entre o calor de nossas peles e a rigidez do mundo."

Lévy, Pierre. AS TECNOLOGIAS DA INTELIGÊNCIA: O FUTURO DO PENSAMENTO NA ERA DA INFORMÁTICA. Tradução Carlos Irineu da Costa.

 A moça tecelã, texto de Marina Colasanti

 



Escrito por 100 noção do perigo às 01h26
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