Autoria do Feminino


OBA! Desafios à vista!

Gosto de desafios ... mesmo que não sejam para mim.

A notícia da "descoberta" de um campo de petróleo com reservas estimadas de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo nos dá a esperança de que o Brasil possa figurar ao lado dos grandes exportadores, como a Venezuela. Destarte as atuais configurações políticas e do fato da notícia ser evidenciada em meio a crise do gás natural e da matriz energética, os desafios são interessantes.

Os desafios (ao meu ver) vão desde superar a euforia e colocar os pés no chão, até desenvolver tecnologia para aproveitar o gás e o petróleo disponível. O petróleo é de boa qualidade 28º API , e não haverá problemas em distribuí-lo. Quanto ao gás (esse desafio é uma delícia!) terão que ser desenvolvidas novas tecnologias para transportar o gás para o continente ou desenvolver uma forma de aproveitar o gás no local.

Prospectar petróleo e gás natural em águas muuuito profundas (aliás, abaixo do mar e da camada de sal) até trazer o rico recurso para terra parece mais fácil, só parece. O campo Tupi (65% da Petrobras, 15% da britânica BG e 10% da portuguesa GALP) está à 250 km da costa. Eu fiquei com uma pequena dúvida se ainda é território brasileiro, mas enfim a Petrobrás diz que é. Em 2006 estimava-se que as reservas seriam de 2 a 3 bilhões de barris, algo parecido à reserva do Roncador. Análises posteriores, e agora evidenciadas, revelaram uma bacia bem mais rica.

Quanto a colocar os pés no chão, isso já é outra história. A crise energética permanece como outro desafio ainda que o governo tente minimizá-la, ou subestimá-la. Já falam até em batizar o campo com nome de um molusco.

O desafio maior é que esta riqueza seja viabilizada de forma a proporcionar benefícios ao país e melhorar a qualidade de vida. Por enquanto o efeito imediato foi a valorização das ações da Petrobrás, que por si só já produz bons resultados em termos de pesquisa de prospecção e tecnologia de ponta.

Meu desafio pessoal é não sentir-me venezuelana.

 



Escrito por 100 noção do perigo às 10h03
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ruminância II

Tenho ouvido toda a sorte de “argumento” sobre a crise energética, em particular sobre questões relativas ao abastecimento de Gás Natural Veicular. Chega a ser engraçado porque só há um vilão possível: o governo. Juro que acho graça. Não devia, mas acho.

 

Um pouco mais agradável, embora não menos preocupante, é a questão dos neologismos, que a essa altura já nem sei se são neologismos ou conceitos repaginados. De qualquer forma, lembro-me que na época do I Apagão (o blecaute de 2002) ouvíamos falar em contingência, racionamento, faixas de abono e sobretaxa.  Medidas emergenciais sucedidas por programas contra o desperdício de energia. Foram criados cargos e pastas no governo federal para dar conta do grande desafio que é garantir a oferta de energia para a sustentabilidade do país.

Contrariando o folclore popular, surgiram boas iniciativas financiadas pelo governo: a Empresa de Pesquisa Energética (que poderia ser melhor) e o  Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural - vinculado ao Ministério das Minas e Energia e mais conhecido como Conpet. Os sites não são comunicativos o suficiente, neste quesito bom mesmo é o PROCEL INFO, entretanto em todos boletins regulares e newsletters periódicas garantem a divulgação de iniciativas e práticas de promoção de uso racional de energia, além de informações sobre consumo e distribuição de energia.

 

No EPE descobri o Brasil se encontra em uma situação de Recuperação do Crescimento do Consumo. É um pouco decepcionante. O EPE relaciona alguns fatores que influenciam a crise na Matriz Energética, entre eles destaca o aumento de renda influenciando o consumo e a produção. É um pouco perverso.

Segundo o EPE 440 mil novos consumidores ao ano, o que representa 25% das novas ligações de energia feitas no país, são do Programa Luz para todos.

Há poucos dias o EPE publicou sua “primeira” Resenha (link abaixo), a chamada é sugestiva: “Em 12 meses, o crescimento do consumo de energia elétrica no país foi equivalente a demanda da cidade do RJ ao longo de um ano.”

 

Também foi no EPE que pesquei os seguintes dados: o consumo industrial representa 46% da demanda, o consumo residencial representa 24%,  o consumo comercial 16%. Feitas as contas, os 14% restantes abrangem o consumo rural, o consumo do poder público e a iluminação pública (não há informação sobre a iluminação natalina). Os dados são relativos a setembro/2007.

Tudo indica que há um crescimento na demanda de 3 a 4% em média, ao ano.  Esse crescimento tem sido registrado apontando a classe comercial como a que mais cresce em demanda de consumo, seguida pelo pacote consumo rural+ poder público + iluminação pública, depois classe industrial e, com menor crescimento, a classe residencial.

 

Devo crer que o Programa Luz para Todos e o aumento de iluminação pública sejam coisas benéficas. E que a tendência de conscientização da população se mantenha, de forma que os conceitos (repaginados ou não) de eficiência energética sejam incorporados ao cotididiano.

Atualmente tais conceitos são largamente empregados por indústrias e pelo comércio onde a contenção de custos esteja em equilíbrio com a geração de benefícios. Resta saber quando é que os funcionários vão vestir a camisa do bem estar pessoal e social e levar as medidas para casa.

 

Para saber mais:

Resenha EPE

CONPET

PROCEL INFO

 



Escrito por 100 noção do perigo às 10h56
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ruminâncias I

Agora é oficial: estamos entrando em crise energética. Antes, destarte os avisos da ANEEL e da Petrobras, não era. Nem perco meu tempo ruminando que, durante a 1ª crise com a Bolívia, asseguraram que não faltaria gás no país, à época postei a respeito, (e acaba aqui a minha ruminação).

 

É o início da crise. Doravante assistiremos a todo tipo de solução mágica, como liberação (sem planejamento ambiental) para hidrelétricas que só vão funcionar depois que a crise passar, outra solução habitual é desvestir um santo para vestir outro, agora via decreto de Agência reguladora (no caso a ANEEL). Tá uma beleza!



Escrito por 100 noção do perigo às 11h10
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Negra, pobre e inconformada. Agora entre as finalistas na categoria Empreendedorismo do 4º Prêmio As Mulheres Mais Influentes do Brasil, divulgado pela Gazeta Mercantil.

 "Heloisa de Assis
Criadora de uma fórmula revolucionária para cabelos crespos. Zica (como é mais conhecida) era empregada doméstica, babá e vendia doces na rua. Nada foi fácil em seu caminho até o sucesso. Depois de patentear a milagrosa fórmula, faltava dinheiro para abrir o primeiro salão. Convenceu o marido a vender o único bem da família, um fusca-taxi, para abrir um salão de fundo de quintal na Tijuca, em 1993. A partir daí, o número de clientes de Zica não parou mais de crescer. O BELEZA NATURAL tem 670 funcionários em seis unidades - cada uma com 1 mil metros quadrados- para atender a cerca de 35 mil clientes por mês. A rede registrou faturamento de R$ 32 Milhões no ano passado e a previsão para este ano é de R$ 54 milhões. Em 2005 o BELEZA NATURAL foi ganhador do Prêmio Empreendedor do Novo Brasil, por meio da figura de seus sócios. Este ano, Zica foi eleita Empreendedora do Ano, pela Ernst & Young, na categoria Emerging."

 Vale a pena conferir outras finalistas deoutras categorias.

Acho fantástico que uma pessoa com uma trajetória tão surpreendente figure entre pessoas com títulos de pós-graduação e berço de ouro.

 

 



Escrito por 100 noção do perigo às 09h35
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Ironia do destino

Paul Tibbets foi o piloto que lançou a 1ª bomba atômica (oficial). Participou do desfecho da Guerra mundial.

Dizia nunca ter se arrependido.

Paul Tibbets morreu no dia 01 de novembro. Se nunca se arrependeu de participar de assassinato em massa de civis ou de inaugurar décadas de medo, morreu em paz.

Dia 01 de novembro é dia mundial da paz. Logo, dia 01 de novembro é dia Paul Tibbets.

 Paz é um estado de espírito, o cara morreu em paz consigo mesmo, porque acreditava que era correta a decisão de aceitar e acatar uma ordem que estava de acordo com sua ideologia. Doravante como será lembrado?


A revista Veja resolveu publicar uma VEJA Natal. Muito legal. Bem comercial. Com muitas fotos de bares, restarantes e Chefs de cozinha. Sobre a cultura nada. Eu queria saber o que passa na caraminhola dos editores que a publicaram. Igrejas centenárias, candidatos a santidade, mil peculiaridades tradicionais, e os editores vem falar de bares e restaurantes. Pior é que já existem várias publicações locais sobre os bares e restaurantes da cidade, sobre os eventos sociais (revista VERSAILLES), sobre a culinária (revista DEGUSTE), sobre arquitetura e decoração (DESIGN), distribuídas gratuitamente com o jornal local de maior circulação. Há também uma revista de bordo (Natal em Revista), em edição bilingue,  entregue em vôos para Natal.  

 



Escrito por 100 noção do perigo às 10h50
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